Google Duo: a guerra entre as gigantes

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Google Duo: a guerra entre as gigantes

A briga entre as marcas mais valiosas do mundo é grande. Companhias como Facebook, Google e Apple vivem em busca de soluções que angariem o maior número de usuários e a melhor experiência de navegação, e atitudes como essas estão mexendo profundamente na forma como os pacientes consomem informação.

A disputa entre as redes sociais

Enquanto o Facebook atraía a base do Orkut, o Google Plus surgia no mercado. A intenção do Google com o novo espaço era engolir o Face, da mesma forma que o último absorveu usuários do desativado Orkut.

Mas mesmo com grandes investimentos, as companhias dependem dos usuários, que não compraram a plataforma do Google dando espaço para Zuckerberg oferecer novidades que ampliaram a experiência de uso e de certa forma “fisgaram” o usuário à tal rede.

O Google Duo, lançado esse mês e de forma tardia, chegou para concorrer com o velho Skype (Microsoft), o FaceTime (Apple) e o Facebook Messenger. Apesar de já oferecer o Hangout, ferramenta que permite conversas em vídeo, a falta de resultados fez com que a empresa caminhasse para outra solução. Nela, o Hangout será direcionado para o mundo corporativo, enquanto o Duo será destinado ao usuário comum. 

A dança das cadeiras e a mudança de comportamento do paciente

Reter o cliente virou um ótimo negócio, por isso é que vemos o tempo inteiro potências se unindo. O Google, maior buscador do planeta, comprou o Youtube em 2006. Juntos, eles lideram o ranking de ferramentas de busca. Isso fecha espaço para outros concorrentes e colabora para a valorização da empresa. O Facebook não ficou para trás. Em 2012 adquiriu o Instagram e esse ano acrescentou função de vídeo na rede para concorrer com o Snapchat. Já em 2014, a empresa abraçou o popular WhatsApp. 

Como isso impacta a área da saúde

Essas mudanças, que envolvem milhões de dólares, estão transformando, por completo, a forma de aquisição de informação. Os pacientes, quando chegam em consultas, não são uma tela em branco. Eles já coletaram informações, falaram com amigos, ou comunidades e formaram uma opinião sobre o próprio quadro de saúde. Ainda que isso seja uma heresia, essa é a realidade atual da medicina. Além disso, as avaliações dos profissionais interferem diretamente no volume de consultas. Pois o meio on-line multiplicou a capacidade de conversação entre as pessoas, que acabam adiando consultas quando se sentem bem orientadas nessas “consultas virtuais”.

Não nade contra a corrente

O que acontece é que as gigantes estabeleceram um novo ritmo e não adianta ir contra ele. A melhor saída para os profissionais da área da saúde é entender a dinâmica e usufruir dos pontos positivos que ela oferece. Atualmente, ter apenas um site não colabora para uma experiência de marca completa. É através de um conjunto que envolve estratégia, conteúdos, redes sociais, motores de busca, avaliações que uma quantidade maior de pessoas que formará uma opinião sobre cada profissional ou empresa.