Novidades tecnológicas na medicina: bateria comestível

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Desde o tempo em que o doutor Leonard MacCoy curava com dispositivos totalmente não invasivos as agruras sofridas pelo capitão James T. Kirk e sua equipe nas aventuras de Jornada nas Estrelas, a Humanidade sonha com o fim da era dos bisturis. Desde então os avanços tecnológicos têm andado a passos largos, mas nada chegou ainda sequer perto da tecnologia usada na franquia cinematográfica da década de 60. Bem, até agora, porque quando você pensa que já viu tudo, aparece o inimaginável, tornando real o que antes era apenas ficção científica: cientistas da Universidade Carnegie Mellon desenvolveram uma bateria comestível.

Sim, e ela parece um comprimido, fácil de ser ingerida e – o melhor – totalmente não tóxica, produzida com substâncias encontradas naturalmente no organismo. O equipamento eletrônico permite uma boa gama de tratamentos não invasivos e é composto por pigmentos de melanina, a substância que, além de dar cor à pele, cabelos e olhos e absorver a luz ultravioleta para eliminar os radicais livres, é também capaz de vincular e desvincular íons metálicos. Para os cientistas, ela, por pura definição, já praticamente é uma bateria.

Capacidade é suficiente para abastecer sensores

Essas baterias, apesar de ter uma capacidade baixa em relação às de íon de lítio, por exemplo, são capazes de abastecer sensores de medição de mudanças no bioma intestinal, por exemplo, com liberação automática de medicamentos sempre que preciso, ou entregar doses de vacinas ao longo de determinado período. A ideia é que a bateria comestível seja ingerida diariamente, até porque a ideia é justamente que ela seja um dispositivo degradável, totalmente não tóxico e que não permaneça no organismo por mais que 20 horas.

Com o funcionamento desvendado, falta apenas aos pesquisadores configurar a combinação com condutores elétricos e cátios (óxido de manganês e cobre e ferro, por exemplo), para a alimentação de uma bateria comestível de 5 miliWatts para fazer a ficção virar realidade.