Regras do CFM para Marketing Médico

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Regras do CFM para Marketing Médico

Novas regras para a publicidade médica. Mas como divulgar agora?

Esse é o maior questionamento depois da nova resolução do CFM sobre a publicidade médica. Muitos assim como você ainda têm dúvida sobre o que é, ou não, permitido.

10 DICAS de MARKETING MÉDICO

 

Mesclando com o antigo conjunto de normas (1.974/2011), a nova resolução entendeu que alguns comportamentos de médicos nas redes sociais e em outros meios não eram considerados válidos eticamente, rompendo com um dos principais preceitos médicos que é o cumprimento da função com máximo de bem-estar e qualidade.

O texto anterior proibia genericamente o profissional de divulgar técnicas não aceitas pela comunidade científica. A recente Resolução, 2.126/2015, com o novo ajuste de regras, é menos genérica especificando que não é permitido fazer a divulgação de técnicas não reconhecidas como válidas pelo CFM.

A seguir, vamos ver quais foram essas mudanças:

É proibido que qualquer médico, inclusive em lideranças de entidades da categoria, participe de anúncios comerciais de empresas ou produtos, independente da  natureza dos mesmos.

Essa proibição contemplava somente produtos ligados à medicina, como equipamentos, medicamentos e serviços de saúde. Agora é vedada a aparição do médico em anúncios de divulgação para qualquer tipo de empresa, mesmo que essa não seja ligada diretamente ao mundo médico. Ou seja, diga “adeus” aquelas antigas dicas sobre cosméticos que você indicava no Facebook.

Os médicos estão proibidos de divulgar selfies (autorretratos), bem como imagens e/ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal em situações de trabalho e de atendimento.

Fica de lembrança para aqueles não saem de casa sem fazer, pelo menos, uma selfie do dia de hoje.

Imagens tipo “antes” e “depois” são expressamente proibidas, com ou sem a devida autorização do paciente. A oferta de elogios a técnicas e aos resultados de procedimentos feitos também estão na mira do Conselho.

As práticas do tipo “antes” e “depois” já eram vedadas pelo antigo conjunto normativo pois podem influenciar o paciente negativamente e induzi-lo ao erro com a criação de expectativas sem a garantia de resultados. A diferença para normativa atual é a restrição a elogios em redes sociais, dados a procedimentos e trabalhos realizados por pacientes ou leigos. O objetivo é impedir a barganha por depoimentos positivos, assim como mensagens “fakes”, para inferir credibilidade e confiança ao profissional.

A nova resolução ratificou antigos e importantes pontos. Dentre eles, o uso das redes sociais para divulgar o endereço e telefone da clínica, consultório ou do serviço prestado, continuam proibidos.

Confirma a restrição da propaganda de métodos ou técnicas não reconhecidas como válidos pelo Conselho Federal de Medicina, definindo o que é experimental e o que é aceito para a prática médica. Como é o caso de técnicas, como a carboxiterapia ou a ozonioterapia, que ainda não possuem reconhecimento científico.

Continua sendo vedado ao médico anunciar especialidade ou área de atuação não reconhecida, ou que não esteja registrada junto aos Conselhos de Medicina. Ele não pode divulgar a posse de títulos científicos que não pode comprovar. Não é permitido induzir o paciente a acreditar que está habilitado em um determinado campo de atendimento, que verdadeiramente não está.

O médico deve sempre valorizar uma conduta ética nas suas atividades profissionais se protegendo de eventuais processos movidos em busca de indenizações por danos materiais ou morais de forma abusiva.

Segundo o CFM, essa nova resolução garantirá maior confiança para as relações sigilosas entre médicos e pacientes. Aquele que desrespeitar as regras, dependendo da gravidade da infração, pode sofrer advertência ou até cassação do seu registro profissional.

Isso tudo não significa que é o fim para o marketing digital. Não é preciso violar nenhuma regra do CFM para produzir um anúncio adequado. Toda comunicação precisa ter como ideal a educação sobre os tratamentos e cirurgias, e a prevenção de doenças e patologias, sempre evitando o sensacionalismo e a autopromoção, principalmente.